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Livre-Arbítrio

Centro Espírita Ismael
Departamento de Infância, Juventude, Mocidade & Artes
Aula da Mocidade

Livre Arbítrio

"Na fase humana, o Espírito é entregue ao comando da própria vontade, e seu comportamento resulta de uma escolha ,escolha esta pela qual nos tornamos responsáveis. E, à medida que o conhecimento se alteia no homem, mais o processo de desenvolvimento passa a depender dele". (Rino Curti)

Necessidade de encarnação

A encarnação é uma punição, e não há senão Espíritos culpados que a ela estejam obrigados?

A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que possam cumprir, com a ajuda de ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confiou; ela é necessária a eles mesmos porque a atividade que são obrigados a desempenhar ajuda o desenvolvimento de sua inteligência. Deus, sendo soberanamente justo, deve considerar igualmente a todos os seus filhos; é por isso que dá a todos um mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de agir; todo privilégio seria uma preferência, e toda preferência uma injustiça. Mas a encarnação não é, para todos os Espíritos, senão um estado transitório; é uma tarefa que Deus lhes impõe, na sua entrada na vida, como primeira prova do uso que farão do seu livre arbítrio. Aqueles que cumprem essa tarefa com zelo, vencem rapidamente, e menos penosamente, seus primeiros degraus da iniciação, e gozam mais cedo os frutos de seus trabalhos. Aqueles, ao contrário, que fazem mau uso da liberdade que Deus lhes concede, retardam seu adiantamento; é assim que, por sua obstinação, podem prolongar indefinidamente a necessidade de se reencarnar, e é então, que a encarnação se torna um castigo.

Evangelho Segundo Espiritismo, página 68.

Por que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem , e outros o do mal ?

  • Não tem eles o livre-arbítrio? Deus não criou Espíritos maus; criou-os simples e ignorantes, ou seja, tão aptos para o bem quanto para o mal; os que são maus, assim se tornaram por sua vontade.

Como podem os Espíritos, em sua origem, quando ainda não tem a consciência de si mesmos, ter a liberdade de escolher entre o bem e o mal? Há neles um princípio, uma tendência qualquer que os leve mais para um lado que para outro?

  • O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o espírito adquire consciência de si mesmo. Não haveria liberdade, se a escolha fosse provocada por uma causa estranha à vontade do Espírito. A causa não esta nele, mas no exterior, nas influências a que ele cede em virtude de sua espontânea vontade. Esta é a grande figura da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação e outros resistiram .

Os Espíritos são criados iguais quanto às faculdades intelectuais?

  • São criados iguais, mas não sabendo de onde vêm, é necessário que o livre-arbítrio se desenvolva. Progridem mais ou menos rapidamente, tanto em inteligência como em moralidade.

Como pode o Espírito, que em sua origem é simples, ignorante e sem experiência, escolher uma existência com conhecimento de causa e ser responsável pela sua escolha?

  • Deus supre a sua inexperiência, traçando-lhe o caminho que deve seguir como fazes com uma criança desde o berço. Mas deixa-lhe pouco a pouco a liberdade de escolher, à medida que o seu livre-arbítrio se desenvolve. É então que ele muitas vezes se extravia, tomando o mau caminho, por não ouvir os conselhos dos bons Espíritos. É a isso que podemos chamar a queda do homem.

O homem tem livre-arbítrio nos seus atos?

  • Pois se tem a liberdade de pensar, tem de agir. Sem o livre-arbítrio o homem seria uma máquina.

O homem goza de livre-arbítrio desde o nascimento?

  • Ele tem liberdade de agir, desde que tenha a vontade de o fazer. Nas primeiras fazes da vida a liberdade é quase nula; ela se desenvolve e muda de objeto com as faculdades. Estando os pensamentos da criança em relação com as necessidades da sua idade, ela aplica o seu livre-arbítrio às coisas que lhe são necessárias.

A alteração das faculdades tira ao homem o livre-arbítrio?

  • Aquele cuja inteligência está perturbada por uma causa qualquer perde o domínio de seu pensamento, e desde então não tem mais liberdade. Essa alteração é freqüentemente uma punição para o Espírito que, numa existência, pode ter sido vão e orgulhoso, fazendo mau uso de suas faculdades. Ele pode renascer num corpo de um idiota, como o déspota no corpo de um escravo e mau rico no de um mendigo. Mas o Espírito sofre esse constrangimento, do qual tem perfeita consciência.

Os costumes sociais não obrigam muitas vezes o homem a seguir um caminho errado? E não está ele submetido à influência das opiniões na escolha de suas ocupações? Isso a que chamamos respeito humano não é um obstáculo ao exercício do livre-arbítrio?

  • São os homens que fazem os costumes sociais e não Deus; se a eles se submetem, é que lhes convém. Isso também é um ato de livre-arbítrio, pois se quisessem poderiam rejeitá-los. Então, por que se lamentam? Não são os costumes sociais que eles devem acusar, mas seu tolo amor-próprio, que os leva a morrer de fome a infringi-los. Ninguém lhes toma conta desse sacrifício à opinião geral, enquanto Deus lhes pedirá conta do sacrifício feito à própria vaidade. Isso não quer dizer que se deva afrontar a opinião sem necessidade, como certas pessoas que têm mais de originalidade do que de verdadeira filosofia. Tanto é desarrazoado exibir-se como um animal curioso, quando é sensato descer voluntariamente e sem reclamações, se não se pode permanecer no alto da escala .

Perguntas e respostas tiradas do Livro dos Espíritos .

Questão: como dar educação aos filhos, baseados no livre-arbítrio?




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