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Curso Gratuito no Centro EspíritaSérgio Biagi Gregório Gratuito não quer dizer sem custo. Alguém está pagando por ele, pois há consumo de água, de energia elétrica, de material de limpeza etc. O aluno, que se matricula num curso, geralmente não gasta nada. Por isso, inconscientemente, não dá tanto valor quanto a um que ele porventura pague. Daí, frequentá-lo quando bem entender, sem se importar com os esforços despendidos pelo instrutor no preparo da aula. Um grupo coeso exige que seus componentes estejam ligados entre si. Eles devem formar uma espécie de sinergia, em que o todo é maior do que a soma das partes. E quando isso não acontece? E quando os alunos mais faltam do que assistem às aulas? O que acontece com o ambiente da classe? Será que conseguem formar um elo harmonioso entre eles? Como aproveitar integralmente um curso, sem a presença constante? Suponha o lado do professor (orientador, expositor). Ele se vê diante dessa situação. Qual pode ser a sua reação? Desistir, largar tudo e partir para outra tarefa. Seria esta a opção correta? Nesse momento de desilusão, convém pesar os prós e os contras. Poder-se-ia pensar: os amigos espirituais fizeram todos os esforços para a realização desta tarefa e eu vou largá-la ao meio? Não seria um melindre? Como contornar o problema? É possível que estejamos realmente passando por essa situação hipotética. Nesse caso, convém consultarmos a nossa consciência, para verificar qual o melhor decisão a tomar. Se a nossa consciência indicar que esta é a nossa tarefa, devemos segui-la, pois é para o nosso próprio bem. Talvez este sentimento de desprezo, de desilusão sirva para educar o nosso orgulho e a nossa vaidade. Lembremo-nos da orientação do Padre Antônio Vieira: “A prova da verdadeira fé e a fineza do verdadeiro amor não é seguir o sol quando ele se deixa ver claro e formoso com toda a pompa dos seus raios, senão quando se nega aos olhos, escondido e encoberto de nuvens”. Quer dizer, não basta andarmos apenas na claridade; persistamos também quando a adversidade nos bate à porta. Observe a vida dos grandes líderes da humanidade. Sócrates, Jesus e Paulo, por exemplo, tiveram morte trágica. E nós? Queremos ter uma vida sem contratempos, com tudo correndo suavemente? Thomas A. Kempis dizia: “É muitas vezes pela fraqueza do espírito que esse miserável corpo se queixa tão facilmente”. Peçamos, ao contrário, forças para suportar a nossa sina. Caminhos há muitos; a porta larga oferece-os a todo o momento. Refletir, porém, sobre nossa pequena missão e continuar nela, apesar dos percalços do caminho, é o que robustece a nossa fé. São Paulo, maio de 2010.
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