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Avaliação das Atividades de uma Casa EspíritaEm qualquer tipo de empresa - pública, privada, mista ou sem fins lucrativos - deve-se, de tempos em tempos, avaliar o desenvolvimento das diversas atividades que compõe a dinâmica da organização. Em termos governamentais, prefere-se adotar algumas posturas cômodas, ou seja, mostrar números. Exemplo: no período X foram assentadas 20.000 famílias. A verificação do que aconteceu com essas famílias, depois de assentadas, fica para o 2.º plano. Quer dizer, faltou uma avaliação mais objetiva dos programas adotados. E no meio espírita, será que não fazemos o mesmo? Algumas anotações: 1) tempo gasto na preparação de ambiente para a realização de um trabalho espiritual. Muitos dirigentes evocam a presença de tantas entidades - muitas sem ligação com o Espiritismo -, que perdemos a conta. Será que não podíamos ser mais objetivos? 2) as vibrações à distância. Há dirigentes que se estendem demasiadamente nos nomes de pessoas e entidades, dificultando a atenção e concentração do público presente. 3) discurso oco. Há oradores que não preparam devidamente o seu tema, mas mesmo assim sobem à tribuna e lançam ao público as suas opiniões pessoais, muitas vezes desprovidas do embasamento doutrinário. 4) planeja-se uma coisa; faz-se outra. Convoca-se uma reunião, acertam-se detalhes de funcionamento comum. Todos concordam. Na prática, cada qual acaba agindo ao seu modo, desobedecendo ao consenso do grupo. Se percorrermos mentalmente as atividades de nossa Casa Espírita, com certeza, descobriremos muitas outras falhas. Tomando consciência delas, poderemos corrigi-las e assim melhorar o atendimento ao público.
(Org. por Sérgio Biagi Gregório) |