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Coerência, Clareza e Concisão

Sérgio Biagi Gregório

O orador, quando estiver organizando a sua peça oratória, deve atentar para essas três palavras: coerência, clareza e concisão. Geralmente, não damos muita conta da enxurrada de palavras que proferimos, sem nexo, sem sentido, sem autocrítica. Lembremo-nos de que a plateia é constituída de seres humanos, que momentaneamente estão nos emprestando os seus ouvidos, para que possamos expressar o nosso pensamento sobre determinada matéria.

A coerência é a harmonia entre situações, acontecimentos e ideias. Há coerência quando uma palavra tem relação com a que foi dita anteriormente e com aquela que será expressa posteriormente. Podemos estender este raciocínio à frase, ao parágrafo e ao texto. Um texto será coerente se houver harmonia entre as suas palavras, frases e parágrafos. Daí, a necessidade premente de o orador entrelaçar tudo o que for comunicar ao público, formando um nexo perfeito entre a introdução e a conclusão.

Os recursos lingüísticos, também denominados de expressões de transições, são muito úteis ao texto e ao discurso oratório. As expressões de transições são: de modo que, então, portanto, além disso, por outro lado, do mesmo modo etc. Estes termos auxiliam sobremaneira a continuidade de um pensamento, de uma ideia, de um raciocínio. O orador, que lhes der atenção, tornará o seu discurso mais acessível ao público e afastará de si os famosos "nés".

A clareza é a qualidade do que é claro ou inteligível. Tornar clara uma exposição é fazer com que cada palavra dê transparência, nitidez e limpidez à frase e ao parágrafo, no sentido de as pessoas captarem integralmente o conteúdo da mensagem. Podemos usar palavras difíceis, fora de moda, mas com a devida explicação, para que todos, letrados e iletrados, compreendam a transmissão das ideias.

A concisão é a exposição das ideias em poucas palavras, com precisão e exatidão. Importa dizer muito com poucas palavras. Sintetizar o pensamento para que não se perca o sentido do que estiver sendo dito. O excesso de palavras torna o discurso enfadonho, diminuindo o interesse dos ouvintes. Evitemos, também, a dubiedade, a ambiguidade e as frases rebuscadas. Antes de mais nada, cabe ao orador se inteirar da verdade dos fatos. Sem isso, cai no lugar comum repetindo o que os outros já disseram antes. 

Sejamos coerentes, claros e concisos. Somente assim poderemos influenciar positivamente o pensamento de nosso interlocutor.

São Paulo, outubro de 2009

 

 




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