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Audição (*)
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Ouvir....................... |
42% |
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25% |
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Ler.......................... |
15% |
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Escrever................. |
18% |
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Total........................ |
100% |
2. VANTAGENS DO OUVINTE ATENTO
"Seja rápido no ouvir, lento no
falar."
(São João, I, 19)
O bom ouvinte é raro porque para ouvir V. admite que eu tenho a dizer-lhe alguma coisa mais importante do que V. tem para me dizer.
Parte do êxito da Igreja Católica é atribuída à confissão: "muitas pessoas consideram melhor sacerdote não o que prega melhor, mas o que ouve mais atentamente.
O ouvinte atento pode contar com diversas vantagens:
1) Dispõe de melhor informação;
2) Economiza tempo;
3) Permite assegurar-se de como a sua mensagem está sendo recebida;
4) Estimula o interlocutor a falar;
5) Previne mal-entendidos.
3. FATORES MENTAIS DA AUDIÇÃO
1) A indiferença - devemos despertar a atenção, estimulando o interesse pessoal.
2) Tenha tempo para ouvir. Se não dispõe de tempo agora, ouça depois.
3) Preconceito. Ouvir é um ato voluntário e consciente. O antagonismo apaixonado impossibilita a audição. Concordância também. A maior dificuldade da audição está em nos comportarmos objetivamente. Na sua impossibilidade, devemos tentar a empatia.
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Empatia é uma projeção imaginativa, é colocarmo-nos no lugar da outra pessoa. |
4) Preocupação. A audição é uma ocupação interna e exige atenção total.
4. HÁBITOS DA AUDIÇÃO
Como estamos sempre mais propensos a falar do que a ouvir, habituamo-nos a interromper, a qualquer pretexto, as pessoas que estão falando.
Interromper constitui violação do principal objetivo da comunicação humana na audição: fazer com que o outro fale. Observações e comentários podem ser guardados até o final da exposição, quando sempre haverá tempo para dirimir dúvidas.
PARA OUVIR MELHOR, V. DEVE OBEDECER A ALGUMAS RECOMENDAÇÕES:
01) Mantenha a vontade firme e o sentido de audição alerta: preste atenção.
02) Procure sempre ver quem fala: a visão ajuda a audição.
03) Não encoste o corpo para ouvir; ao contrário, fique em posição firme para ajudar os sentidos a permanecerem alerta.
04) Faça o possível para não se entregar a emoções, fugindo a antagonismos, preconceitos etc.
05) Evite sistematicamente as interrupções.
06) Esquive-se ao hábito de tomar notas, em excesso.
07) Procure, sempre que possível, exercitar sua audição, distinguindo sons, identificando vozes, esforçando-se por apurar os ouvidos.
08) Para ouvir, pare de falar! Quem fala, não ouve.
09) Ouça para compreender e não para responder.
10) Fuja às distrações: concentre-se.
11) Use de uma disposição de empatia para quem fala.
12) Tenha tempo para ouvir.
13) Lembre-se de que V. ouvirá melhor, sempre que precisar compreender, por interesse.
14) Convença-se de que, através de treinamento é possível aumentar a sua capacidade e efetividade no ouvir.
15) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir: nossa capacidade de retenção é variável e, muitas vezes, inconscientemente, deturpamos o que ouvimos.
(*) Cópia de trechos do livro A Técnica da Comunicação Humana, de J. R. W. Penteado. São Paulo, Pioneira, 1964, p. 283 a 288.
(Org. por Sérgio Biagi Gregório)