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Análise ConceitualPensar com conceitos é o modo mais prático de estimular e tornar mais eficazes a comunicação e a compreensão entre as pessoas. Geralmente não dispomos de muito tempo para analisarmos o significado ou os significados de uma palavra. Se prestássemos mais atenção neste detalhe, poderíamos melhorar consideravelmente a transmissão dos nossos pensamentos. Na análise dos conceitos, devemos distinguir 3 tipos de perguntas: a) perguntas sobre fatos; b) perguntas sobre valores; c) perguntas sobre conceitos. Exemplificando: (i) É provável que o comunismo se espalhe pelo mundo? (ii) O comunismo é um sistema desejável de governo? (iii) O comunismo é compatível com a democracia? A primeira é uma pergunta sobre fatos. Pode ser que não saibamos dar uma resposta definitiva, mas as únicas evidências relevantes para a resposta são fatos sobre o comunismo e fatos sobre o mundo. A segunda pergunta pede que atribuamos algum tipo de valor ao comunismo. Ele é bom? É ruim? A terceira pergunta é questão de conceito. Temos de considerar se o conceito de comunismo "cabe" ou "não cabe" no conceito de democracia. As perguntas sobre conceitos parecem estranhas porque não sabemos como responder a elas. Do mesmo modo, trabalhamos com palavras a vida inteira, usamos palavras com sucesso para nos comunicar com nossos semelhantes; mas nem por isso nos conscientizamos dos significados das palavras. Suponha que alguém diga "Aquele é um bom livro", e nós lhe perguntemos "O que você quer dizer com 'um bom livro'?" A pergunta requer que o outro expresse os vários sentidos da palavra bom. Não estamos muito interessados no que diz o dicionário. Na análise conceitual, há a dificuldade de temperamento: pessoas que têm idéias muito "arrumadinhas" ficam com a impressão, ao final de uma discussão sobre conceitos, de que ninguém chegou a nenhuma conclusão: "eles não chegaram a lugar nenhum"; ninguém apresentou "a resposta". Diante dessas observações, o orador espírita deve sempre se preocupar com uma investigação mais profunda dos termos que está utilizando em sua peça oratória. Fonte de Consulta WILSON, John. Pensar com Conceito. São Paulo: Martins Fontes, 2001. (Org. por Sérgio Biagi Gregório)
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