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Pregação Evangélica

Sérgio Biagi Gregório


Pregação significa a verdade divina através da personalidade. A Pregação evangélica pode ser definida como a interpretação e a comunicação dos ensinamentos de Jesus. Nesse mister, o orador deve sempre se posicionar humildemente diante do público, procurando esquecer de si mesmo, a fim de que os ensinamentos cristãos resplandeçam com todo o seu vigor nas pessoas que lhe emprestam os ouvidos.

Onde o expositor deve buscar suas motivações oratórias? Ele pode extrair as suas idéias de diversos lugares: na fila do ônibus, ouvindo o rádio, lendo jornal, dialogado com um transeunte e querelando com alguém. Depois, passa a verbalizá-las através de um texto evangélico. Suponha que ele tenha sentido a necessidade de falar sobre o medo, tema que envolve a maioria dos noticiários de rádio e televisão. Para tal, escolheria o título "A Cura pela Fé", pois somente a fé em Deus, em Jesus e nos bons amigos espirituais consegue expulsar eficazmente o medo da mente humana.

Concebidas a idéia e a motivação, o orador passaria para o esboço estrutural do discurso, entendido como introdução, desenvolvimento e conclusão. Ao preparar esse roteiro, esse esqueleto, deve-se ter em mente: unidade, ou seja, uma só mensagem de cada vez; ordem, ou seja, o bom relacionamento das partes com o todo; simetria, ou seja, cada parte do discurso deve receber somente o tempo necessário e nada mais; progresso, ou seja, a exposição deve estar sempre em movimento para a frente, do mesmo modo que o rio corre para o mar.

Para que a oratória evangélica tenha êxito, o pregador deve proceder como se tudo pertencesse a Deus, mas trabalhar como se tudo dependesse dele. Para tanto, deve auscultar criteriosamente a necessidade dos ouvintes, atendo-se à condição da época: "hoje não é ontem". É sua obrigação pesquisar muito, fazer anotações, mas no momento da pregação deve valer-se exclusivamente das inspirações do momento. É bastante constrangedor não fornecer alimento espiritual àquele que veio em busca.

Para que o discurso se torne mais robusto, mais eficiente e mais prático, o orador deve tomar a resolução de colocar no papel a sua peça oratória. Sobre esse mister, diz Maugham: "Nenhum escritor pode escrever só quando estiver com disposição para fazê-lo. Se esperar até ter inspiração esperará indefinidamente e acabará por produzir pouco ou nada. O escritor profissional cria a disposição... mas controla-a e subjuga-a à sua vontade estabelecendo um horário de trabalho regular. Escrever com o tempo se tornará hábito ... Não será possível escrever bem e muito (ouso afirmar que não se pode escrever bem sem escrever muito) se não se formar o hábito".

A pregação evangélica deveria ser considerada a mais nobre tarefa que o homem tem na Terra. Saibamos honorificá-la em todos os nossos exercícios.

Fonte de Consulta

BLACKWOOD, A. W. A Preparação de Sermões. São Paulo: Aste, 1965.




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