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PsicografiaHISTÓRICO: o primeiro meio empregado foi o das pranchetas e o
das cestinhas munidas de um lápis, cestinha giratória. Vários outros
dispositivos foram imaginados para atingir o mesmo fim. O mais cômodo é
chamado de cestinha de bico. Em lugar da cestinha, algumas pessoas servem-se de
uma mesinha. O processo, sendo racional e científico, evolui e o médium acaba
escrevendo com a própria mão (1). DEFINIÇÃO DE
PSICOGRAFIA: é a faculdade de os médiuns, sob a atuação de
Espíritos comunicantes, escreverem com a própria mão, ou, conforme o
desenvolvimento mediúnico, com ambas as mãos, ao mesmo tempo. Há casos em que
o médium não toma nenhum conhecimento do que escreve e, às vezes, enquanto o
faz, conversa com os assistentes (2). PSICOGRAFIA MECÂNICA: o que caracteriza o fenômeno nessa circunstância
é que o médium não tem a menor consciência do que escreve; a inconsciência
absoluta, nesse caso, constitui o que chamamos médiuns passivos ou mecânicos.
Essa faculdade é preciosa pois não pode deixar nenhuma dúvida sobre a
independência do PSICOGRAFIA INTUITIVA: nessa situação o médium tem consciência do que
escreve, embora não sejam suas as idéias escritas; ele é o que chamamos de médium
intuitivo (1). PSICOGRAFIA SEMI-MECÂNICA: no médium puramente
mecânico o movimento da mão é independente da vontade; no médium semi-mecânico,
o movimento é voluntário e facultativo. O médium semi-mecânico participa de
dois outros movimentos: ele sente um impulso dado à mão sem que o queira, mas
ao mesmo tempo tem consciência do que escreve, à medida que as palavras se
formam. No primeiro, o pensamento segue o ato de escrever; no segundo, ele o
precede, no terceiro, ele o acompanha. Esses últimos médiuns são os mais
numerosos (1). PSICOGRAFIA POR INSPIRAÇÃO: toda a pessoa que, seja no estado normal, seja no
estado de êxtase, recebe, pelo pensamento, comunicações estranhas às suas idéias
preconcebidas, pode ser colocada na categoria de médiuns inspirados; é, como
vemos, uma variedade da mediunidade intuitiva, com a diferença de que a
intervenção de um poder oculto aí é ainda bem menos sensível, porque no
inspirado ainda é mais difícil destinguir-se o pensamento próprio do que é
sugerido (1). (1)
Kardec, A.
O Livro dos Médiuns, caps. XIII e XV. (Org. por Sérgio Biagi Gregório)
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