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Atenção e ÊxtaseSérgio Biagi Gregório O conhecimento do cérebro é ponto central para que possamos atingir o estado extático. É um órgão, com pouco mais de um quilo, que coordena todas as nossas atividades, tanto interiores quanto exteriores. É voz corrente que utilizamos apenas 10% da sua capacidade. Por quê? Porque não nos damos ao trabalho de investigá-lo com profundidade. Fazendo-o, verificaremos que há os estados de atenção, concentração, reflexão, meditação e êxtase. A atenção é a direção do espírito a um dado objeto. É passiva, isto é, quando se capta, não se interpõem idéias; deve-se ver, ouvir e sentir, sem juízo de valor. Somente depois de absorvida a informação, elabora-se a crítica. A concentração, por outro lado, é a fixação deliberada da mente no objeto da atenção. Ambas, contudo, dependem do interesse pelo objeto. A atenção e a concentração vencidas, o espírito dirige-se à reflexão e à meditação. A reflexão é a volta racional da mente sobre o objeto da atenção, procurando conectar fatos e idéias. A meditação, por sua vez, vai além da reflexão, pois coloca-nos em contato com os aspectos mais gerais do ser. Implica, também, um esvaziamento da mente. A meditação profunda pode conduzir-nos ao êxtase. Nesse estado, nossa mente, inteiramente desprendida dos interesses materiais, vê-se numa dimensão desconhecida, porém real, em que se comunica com as essências mais puras do conhecimento. Ainda assim, é preciso muito cuidado, pois a fascinação pode ofuscar o brilho da contemplação, emergindo, em contrapartida, os preconceitos que nos dominam.
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